A fibromialgia, fibrosite ou fibromiosite é uma doença crónica de causa desconhecida, cuja base é a dor muscular difusa e a fadiga, uma dor crónica em vários pontos do corpo, principalmente nos tendões e nas articulações, distúrbios do sono, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos e dor em pontos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada ou tender-points). É uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central, anormalidades na receção dos neurotransmissores, e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos. A fibromialgia não provoca inflamações nem deformidades físicas, mas pode estar associada a outras doenças reumatológicas o que pode faz com que o diagnóstico seja difícil de descobrir.

Esta patologia atinge homens, mulheres e crianças de todas as idades, etnias e grupos socioeconómicos. Em Portugal, não há dados estatísticos, contudo por comparação aos dados existentes em Espanha, estima-se que existam em Portugal entre 300 e 500 mil doentes. Dentro da população atingida, entre 80 a 90%, são mulheres entre os 20 e os 50 anos.


Há doenças mais favoráveis ao aparecimento da fibromialgia, ou seja uma pessoa que sofra de artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistémico, artrite espinhal, outras doenças infeciosas, como a hepatite B ou hepatite C, doença de Lyme (cuidado com picadas de carrapatos) e as pessoas que contraíram o vírus da SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), estão mais vulneráveis ao aparecimento deste doença. Assim como, pessoas cujos membros da família sofre de fibromialgia, sofrem de depressão, de distúrbios do sono, pessoas que sofreram de choque físico, como um acidente de carro, por exemplo, e as pessoas que sofreram traumas emocionais como assaltos ou violência, também estão mais predispostas ao desenvolvimento de fibromialgia.

Sintomas da Fibromialgia

Os sintomas são variáveis de pessoa para pessoa e, na mesma pessoa, variam ao longo do tempo, normalmente os doentes de Fibromialgia apresentam queixas de natureza músculo-esquelética, cognitiva, emocional e imunoneuroendócrina.
Os sintomas da fibromialgia são: dor, fadiga, falta de disposição e energia, alterações do sono que é pouco reparador, síndrome do cólon irritável, sensibilidade durante a micção, cefaleia, distúrbios emocionais e psicológicos, mudanças de humor, alodinia e menstruações muito dolorosas com fortes sintomas pré-menstruais.

Formas de diagnóstico da Fibromialgia

O diagnóstico é realizado quando o doente: sente dor em 18 pontos corporais ao mínimo toque, sente dor generalizada em todo o corpo durante pelo menos três meses e estas dores estão presentes bilateralmente e horizontalmente da esquerda para direita, para cima e para baixo (em comparação com um cinto de segurança).
Estes sintomas são comuns a outras situações clínicas, mas a conjugação deles, por um período de tempo prolongado, numa pessoa que, anteriormente, não padecia deles e com uma tal gravidade que provoca alteração radical na rotina da pessoa, permite que se faça o diagnóstico.


Evolução, complicações e prognóstico da doença

A fibromialgia é um distúrbio de longa duração, logo os sintomas melhoram e pioram constantemente. O prognóstico da fibromialgia primária é mau e faz com que o utente tenha dor crónica e limitações funcionais que nunca melhoram completamente, apenas ficam mais suportáveis com a otimização dos cuidados gerais de saúde.

Tratamento

O tratamento visa diminuir os sintomas e melhorar a saúde do paciente e não curar a doença. Um doente com fibromialgia e com consulta médica deve fazer tratamento farmacológico, psicoterapia coadjuvante, fisioterapia, exercício físico regular, massagens e acupuntura.

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