A acromegalia é uma síndrome causada pela hipersecreção da hormona de crescimento (GH e IGF-I), quando este aumento se verifica na idade adulta. Quando esta situação ocorre na infância ou na adolescência, chama-se gigantismo. Na fase adulta, este crescimento ocorre nas partes moles e nos ossos.

Epidemiologia da Acromegalia

Esta patologia tem um índice de mortalidade 2 a 3 vezes superior ao da população normal, sendo que as consequências da morte são normalmente no seguimento cardiovascular, respiratório e de neoplasias.
Afeta normalmente, adultos em idade compreendida entre os 30 e os 40 anos de idade, no entanto verifica-se uma maior incidência no sexo feminino. Existem entre 40 a 50 casos de acromegalia, por cada milhão de habitantes.

Sinais e sintomas da Acromegalia

Os principais sinais de alarme da acromegalia são os pés e as mãos grandes, assim como uma face caraterística com um aumento da região frontal, aumento do nariz, dos lábios, da mandíbula e do queixo. Outros dos sintomas mais comuns são as perdas dentárias e o aparecimento de cefaleias.
Os doentes podem ainda apresentar um engrossamento da pele, um aumento da oleosidade, aumento de produção das glândulas sudoríparas, engrossamento da voz devido ao aumento do diâmetro torácico. Por vezes, também um aumento dos órgãos genitais e o começo de um formigueiro nas mãos e nos pés, assim como dores nas articulações.
Devido a todas estas alterações estruturais, o paciente pode ainda começar a ressonar, sentir dores de cabeça e sentir fadiga.

Formas de diagnóstico da Acromegalia

Como o crescimento humano é um processo lento, o diagnóstico só é confirmado 12 anos após o início da doença, ou seja quando se nota claramente um crescimento anormal. Assim sendo, inicialmente o diagnóstico é feito apenas com base no desfasamento de crescimento de algumas estruturas da pessoa. Numa segunda fase o diagnóstico é comprovado com exames ao sangue, com radiografias do crânio, das mãos e dos pés ou com uma ressonância magnética.

Evolução, complicações e prognóstico da doença

A acromegalia é uma doença irreversível, que evolui de forma negativa, devido ao excesso de produção da hormona de crescimento. Toda esta situação leva a complicações cardíacas, ao aparecimento de diabetes, a uma compressão da espinal medula, a deformidades faciais e a dificuldades de visão.
Na maioria dos casos, cerca de 90% das cirurgias, são bem-sucedidas e o prognóstico posterior é favorável, ao paciente.

Acromegalia Tratamento

Como esta é uma doença irreversível, o tratamento inicial da doença, é à base da tentativa de normalização dos níveis da hormona de crescimento e a tentativa de desaparecimento dos sintomas.
Quando o tratamento à base de fármacos não demonstra grandes melhoras, deve-se considerar o tratamento cirúrgico e o tratamento radio terapêutico.

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